outubro 17, 2018

ARTIGO DO LEITOR: “KIT GAY EXISTIU SIM E AGORA TENTAM ESCONDER”


A professora e jornalista Vera Medeiros se posicionou sobre o famigerado ‘Kit Gay’. Para Vera, estão tentando esconder que o kit existiu sim: “estavam colocando meninos pequenos se beijando (meninos com meninos, meninas com meninas), crianças sendo estimuladas à sexualização precoce (o filme era em forma de desenho animado). Foi isso que vimos e reprovamos”.
 Leiam o seu artigo:
Incomoda-me profundamente ver pessoas que nunca acreditaram na bíblia, nunca respeitaram a fé de cristãos utilizarem versículos para condenar escolha de evangélicos e católicos que definiram determinado posicionamento político. Mais triste ainda é ver cristãos evangélicos combatendo a fé de irmãos em nome de ideologias que assumiram abraçar, esquecendo-se de onde vieram e de como são um corpo só.
Se a questão é o tal “Kit Gay” – e acho que os pais e mães têm, sim, o direito de não querer seus filhos pequenos recebendo orientações de gênero -, não se deve combater isso mentindo, dizendo que o tal kit não existiu. Sou prova de que existiu sim.
Utilizei, em 2011, numa aula minha de atualidades para jovens e adultos. Na época, até brinquei dizendo: “trouxe para ver se eu estou ficando velha e ranzinza ou, se, de fato, pesaram a mão neste vídeo para crianças a partir de 6 anos”. Expus o vídeo que tinha baixado da TV Senado, e todos [TODOS] ficaram estarrecidos com o fato de, em vez de educarem as crianças para estas respeitarem o diferente – seja qual fosse esse diferente-, estavam colocando meninos pequenos se beijando (meninos com meninos, meninas com meninas), crianças sendo estimuladas à sexualização precoce (o filme era em forma de desenho animado). Foi isso que vimos e reprovamos. E reprovo como mãe. Gênero e religião discutimos nós, em casa, com os filhos. A escola, em seu papel social, deve ensinar a respeitar, a cuidar, a não agredir por ser diferente.
Então, evangélicos – independente de em quem vote-, têm o direito de se colocar contra a ideologia de gênero para crianças pequenas. Depois de adultos, podem expô-las a debates do que for. Crianças são facilmente induzidas por mentes adultas. Pais e mães têm direito de posicionar-se contra isso.
Infelizmente (ou felizmente) tiraram o vídeo do site do Senado. E, como perdi o HD do computador, não tenho mais o filme. Mas as matérias no link abaixo, que estão na biblioteca digital do Senado (site institucional) explicam bem que a bancada evangélica e a católica conseguiram com que a então presidente Dilma impedisse a distribuição do kit nas escolas públicas.
Então, é melhor parar de dizer que é mentira e parar de agredir cristãos por isso. Melhor usar outro argumento. http://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/49972.
Via Carlos Britto